Texto: Farah Nazareth
Há mais de onze anos que Moçambique é abalado por crimes de raptos e posterior cobrança de valores de resgate. Em alguns casos há suspeitas de envolvimento de agentes da segurança do Estado nestes crimes.
Recentemente, um grupo que inclui elementos da polícia afetos à proteção de altas individualidades foi detido em Manica, acusado de envolvimento em casos de rapto e sequestro. A rede estendia-se até Sofala, onde é apontada como autora de vários sequestros que ocorrem com regularidade nas duas províncias do centro de Moçambique, e que alvejavam empresários.
Um dos integrantes do grupo de suspeitos, agente da polícia, confessou ter participado num rapto. No interrogatório pela polícia acusou um colega de serviço de o ter coagido a neutralizar a suposta vítima porque a mesma estaria a consumir drogas.
"Quando nos cruzámos com ele aqui na padaria Índico parámos o carro em frente da viatura dele e ele desceu para o neutralizar”, contou agente da corporação detido.

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